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12.03 1º CICLO DE REUNIÃO DE PAIS-2010

 

1º CICLO DE REUNIÃO DE PAIS-2010
EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL 1
De 08 a 12 de março – 16h20
 
COMO OS PAIS PODEM CONTRIBUIR PARA A FORMAÇÃO DO FILHO
Não existem fórmulas: cada criança é uma criança.
Existem, no entanto, alguns pontos que podem contribuir para a melhor manutenção da relação pai x  filho.
 
1º Deixe claro os direitos e deveres do filho: desde pequenas, as crianças devem aprender que direitos e deveres andam sempre juntos. Uns não existem sem os outros.
Existem direitos que, pelo simples fato de existir, toda criança tem – como por exemplo, o amor e cuidado dos pais. Outros, no entanto, devem ser conquistados à medida em que alguns deveres são cumpridos. Caso a criança não cumpra seu dever, ela perde um direito específico (daqueles conquistados), o qual deve ter sido acertado anteriormente. Por exemplo, os pais estabelecem que a criança deve fazer a tarefa de casa e, somente após isto, ela poderá assistir TV, jogar vídeo-game, etc. Caso a criança não cumpra o dever combinado, ela não poderá, sob nenhuma condição ter acesso a seu direito de jogar vídeo-game, ver TV, etc.
 
2º Estabeleça uma rotina organizadað defina clara e precisamente um horário para a realização de cada atividade.
É importante que os pais conheçam a quantidade e tipo de tarefas da criança para que possam organizar de maneira funcional a sua rotina. Estas informações devem ser coletadas com a própria criança e também com seus professores (é importante o contato frequente dos pais com os professores). Quanto maior a clareza e quantidade de dados os pais tiverem a respeito do que a criança precisa fazer, mais fácil fica para organizar a rotina dela.
Os horários para cada tipo de atividade (estudar, jogar, comer, etc) devem ser estabelecidos e seguidos de maneira clara – hora certa para brincar, para comer, para estudar, etc. Os estudos devem sempre ocupar status de prioridade – os primeiros da lista, o que diminui as chances da criança estar cansada quando for estudar. É interessante que os horários sejam combinados com a criança, respeitando suas preferências.
É interessante que os pais estabeleçam e sigam uma rotina também para si. As crianças aprendem com muito mais facilidade através da observação.
Ambas as rotinas podem ser organizadas em um cartaz para consulta sempre que necessário, o qual deve ser fixado em algum cômodo da casa.
 
3º Estabeleça limites.
Existem pesquisas que mostram que maioria dos jovens infratores são oriundos de lares onde: 1) ou a disciplina é relaxada – isto é, os pais relativizam as regras, não colocam limites; ou 2) os pais são autoritários e agressivos (GOMIDE, 2006). Para viverem em sociedade, no entanto, as crianças devem aprender que existem regras a serem cumpridas – e este aprendizado começa em casa, no respeito às regras estabelecidas pelos pais. A criança deve aprender, então, que a última palavra é sempre dos pais. Os pais não podem, sob hipótese alguma, permitir que a criança assuma o controle das regras da casa.
 
4º Supervisione e oriente as atividadesðnão as faça por eles(as).
Quanto mais jovem a criança, maior a necessidade de supervisão de suas atividades. Existem pesquisas que apontam, inclusive, que o progresso na aprendizagem escolar está diretamente ligado a supervisão e organização das tarefas do lar (MATURANA, citado por ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004). Os pais devem tomar cuidado, no entanto, para não fazerem a tarefa pela criança – sob pena de ensiná-la a delegar suas próprias obrigações a outros, esquivando--se delas.
Este acompanhamento consiste em verificar se a criança cumpre seus horários, se ela realmente faz o que se propôs a fazer, etc.  
 
5º Dose adequadamente a proteção e o incentivo à independência.
Tarefa difícil: como saber o quanto uma criança pode ser independente e o quanto os pais ainda precisam tomar as atitudes por ela e protegê-la? A  independência  deve  ser incentivada aos poucos, à medida em que a criança mostra--se capaz. Se os pais não permitem que a criança se exponha a certos desafios, ela jamais vai aprender a lidar com eles.
 
6º Crie um ambiente com recursos e instrumentos para estudar.
O ambiente adequado para estudo envolve ausência ou quantidade mínima de ruídos, distrações, deve ser iluminado e arejado. O estado físico também é relevante. Se a criança encontra-se cansada, estressada, com sono, com fome, com medo, mais dificilmente aprenderá a matéria e o gosto pelos estudos.
 
7º Estabeleça relações positivas.
Sejam pais e não colegas
A criança precisa de um líder e não de um camarada. Quando não encontram esse líder em casa procuram fora dela. Aquelas repreensões típicas dos pais: - "Coma legumes" ou "Diga por favor e obrigado"  estão cada vez mais raras.
Hoje é bastante comum os pais desabafarem seus problemas e temores com seus filhos ainda jovens como se fossem um amigo ou companheiro. Os problemas comuns e relacionados à família devem ser expostos a todos os membros que a compõem, mas não todos. O discernimento é necessário.
Os pais não devem esquecer que antes de serem amigos de seus filhos, são pais. Ser pai ou mãe significa estabelecer limites e impor regras.
  
Disciplina desde cedo
A tendência dos pais quando as crianças são pequenas, é de tomar a atitude mais fácil. Por exemplo, em vez de ensinar a criança a fazer a cama, mesmo malfeita e demorada, enfrentando a má-vontade e os "não quero", preferem fazer. Pensam que cobrar as pequenas tarefas da casa quando forem maiores será mais fácil convencê-los. Ledo engano.
O "não" tem que ser "NÃO" e não "talvez", "daqui a pouco", ...  Os pais quando estão estressados, cansados ou resolvem de uma hora para hora serem mais durões: "faça porque eu estou mandando". O resultado dessa inversão é uma criança ressentida e confusa.
É necessário manter a autoridade coerente. Explicar é bom, negociar é problemático. Os pais jamais deveriam fazer ou ceder a chantagens: "se você me der um sorvete eu guardo os brinquedos". Isso dá o controle da situação à criança, e não aos pais.
 
“Perca tempo” com seu filho
Esta geração está sem pais. Não há dúvidas que amam seus filhos, mas estão sempre ocupados com trabalho e outras atividades. Qual o tempo que resta para os filhos?
Especialistas dizem que as crianças que passam mais tempo com os pais se ajustam melhor.
É preciso saber perder tempo com os filhos. Isto é uma arte.
 
Controle as diversões eletrônicas
Alguns pais ficam chocados com a linguagem sobre sexo exibidos pelos filhos pequenos. Se perguntam: "onde estão aprendendo essas coisas?"
O problema é que o espaço que outrora era da família, da escola e da religião está sendo tomado, em primeiro lugar, pela televisão, pela cultura popular, pelos jogos eletrônicos e agora pelo computador.
A televisão exibe programas sem nenhum critério moral ou educacional, já que censura é coisa da ditadura e não de regime democrático. Talvez a origem disto tudo esteja nos adultos que não têm mais noção dos valores morais e religiosos; transmitem o que eles gostam e não o que é bom (moralmente e educacionalmente) para o público.
Outros pais optam pelos jogos eletrônicos. Contudo a maioria deles são jogos de ação, como dizem, onde a violência, o salve-se quem puder, o vale tudo para vencer, o levar vantagem, o vencer é presença do início ao fim.
O que fazer? A Associação Médica Americana adverte que as crianças não devem assistir mais de duas horas de TV por dia.
Procure estar com seu filho, brincar com ele com jogos que o enriqueçam intelectualmente, culturalmente e moralmente.
 
Não supervalorize a questão da “auto-estima”
­- "Meu filho, você é o melhor, o mais inteligente, o bom de bola.
Muitos pais procuram convencer e fortalecer a auto-estima dos filhos como resposta a todos os problemas infantis.
Os especialistas dizem que devemos ser verdadeiros para com nossos filhos, isto é elogiar os feitos corretos, mas não diminuir quando não foram tão bons. Não se deve diante de um desenho do filho elogiar ao ponto de "você é maior que Picasso, ou Di Cavalcante" mas também não dizer "isto está uma porcaria". É preciso ter a sensibilidade e acompanhar a evolução da criança.
Se você proteger demais, as crianças terão dificuldades em superar os próprios problemas.
 
Demonstre afeto Seja amigo
Os filhos quando em crise ou tristes procuram alguém para desabafarem ou falarem de seus anseios e desastres escolares ou amorosos. Nestes momentos é importante que os pais sejam sensíveis e como amigos se coloquem ao lado deles dando apoio e ao mesmo tempo animando-os. Mostrando que não é o fim do mundo.
Importante também é participar da alegria dos filhos, festejar, pular, brincar com eles.  
 
Promova o diálogo Saiba ouvir seu filho
Antes de emitir qualquer opinião ou censura, saiba ouvir seu filho. Lembre-se da parábola do filho pródigo. Como diz a máxima popular: errar é humano, perdoar é divino. Isto não significa que devemos aceitar todas as decisões e besteiras realizadas pelos filhos, mas também não podemos crucificá-los sumariamente. Temos de ouvi-los, compreendê-los e com amor censurá-los e aconselhá-los.
 
8º Comente com seu filho somente o que é positivo à respeito
do(a) parceiro(a);
do(a) educador(a);
dos colegas;
dos vizinhos etc.
Lembre-se!
O filho sempre é um pouco do que são seus pais e educadores (copiam suas atitudes).
 
A disciplina e estabelecimento de limites e regras só são efetivos quando os pais demonstram afeto pelos filhos (ZOEGA, SOUZA E MARINHO, 2004). O afeto pode ser demonstrado através da organização de um tempo para passar com os filhos, fazendo junto a eles coisas que eles gostam e sintam prazer em fazer. É importante também que os pais demonstrem que gostam da criança independente dela obter ou não sucesso na escola. O amor deve ser incondicional.
Os pais devem ter disponibilidade para ouvir a criança, cuidando para não transformar estes momentos em monólogos onde eles apenas a questionam.
 
9º Não exija de+ ou de-.
De nada adianta cobrar da criança um desempenho o qual ela não possui condições de obter. Isto gera estresse e frustração nos pais e na criança.
 
10º Incentive a brincadeira, a socialização, o relacionamento com os amigos.
A criança que brinca tem um melhor desenvolvimento cognitivo, emocional e social. O dia da criança não pode se transformar em um fazer tarefas contínuo, devem existir momentos para a diversão – muitos momentos.
 
11º Interesse-se pela vida do filho. Ele é seu!
Os pais devem demonstrar interesse pela vida de seu filho em TODOS os momentos, não apenas quando este apresenta bons resultados. É importante que os pais participem das atividades que a escola do filho promove, acompanhe-o em situações onde ele gostaria de ser acompanhado, etc.
 
Zoega, M. R. S; Souza, S. R; Marinho, M.L.  Envolvimento dos pais: incentivo a habilidade de estudo em crianças. Campinas: [s.n.], 2004.
 
                                                                                         
O PEDIDO DE UMA CRIANÇA A SEUS PAIS
Não tenham medo de serem firmes comigo.
Prefiro assim.
Isto faz com que eu me sinta mais seguro.
Não deixem que eu adquira maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo ou errado.
Não me corrijam com raiva, nem na presença de estranhos.
Aprenderei muito mais se me falarem com calma e em particular.
Não me protejam das consequências de meus erros.
Às vezes eu preciso aprender pelo caminho áspero.
Não levem muito a sério as minhas pequenas dores.
Necessito delas para poder amadurecer.
Não me estraguem. 
Sei que não devo ter tudo o que peço.
Só estou experimentando vocês.
Não me estraguem. 
Sei que não devo ter tudo o que peço.
Só estou experimentando vocês.
Não me façam promessas que não poderão cumprir depois.
Lembrem-se que isto me deixa profundamente desapontado.
Não ponham à prova a minha honestidade.
Sou facilmente levado a dizer mentiras.
Não me apresentem um Deus carrancudo e vingativo.
Isso me afastaria d´Ele.
Não desconversem quando faço perguntas, senão serei levado a procurar respostas na rua todas às vezes que não as tiver em casa.
Não se mostrem para mim como pessoas infalíveis.
Ficarei extremamente chocado quando descobrir um erro em vocês.
Não digam simplesmente que meus receios e medos são bobos. 
Ajudem-me a compreendê-los e vencê-los.
Não digam que não conseguem me controlar.
Eu me julgarei mais forte que vocês.
Não me tratem como uma pessoa sem personalidade.
Lembrem-se que eu tenho meu próprio modo de ser.
Não vivam me apontando os defeitos das pessoas que me cercam.  
Isso irá criar em mim, mais cedo ou mais tarde, o espírito de intolerância.
Não se esqueçam que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram ensinar tudo para mim.
Não tenham vergonha de dizer que me amam.
Eu necessito desse carinho e amor para poder transmiti-lo à vocês e aos outros.
Não desistam nunca de me ensinarem o bem, mesmo quando parecer que eu não estou aprendendo.
Insistam através do exemplo e, no futuro, vocês verão em mim, o fruto daquilo que plantaram.
 


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