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Nossa História - Colégio Sagrada Família - Ponta Grossa - PR

O Colégio Sagrada Família é um estabelecimento de ensino que há anos vem marcando presença atuante na educação da grande família princesina.

No dia 11 de fevereiro de 1933, vieram para a cidade de Ponta Grossa três irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria, com a missão de dar início a uma instituição educacional. Chegando a Ponta Grossa, surpreenderam-se ao encontrar uma cidade, com aproximadamente 38 mil e 500 habitantes, que desfrutava do privilégio de ser, depois da capital, a primeira cidade do estado do Paraná.

No ano de 1933, quando o Sagrada instalou-se em Ponta Grossa, importantes ferrovias cortavam o município, Estrada de Ferro São Paulo e Estrada de Ferro Paraná.

Por ser tronco rodo-ferroviário, a cidade oferecia inigualáveis vantagens para o desenvolvimento de diferentes indústrias. Entre as mais importantes, figuravam as de erva-mate, banha, madeira e cerveja.

As moradias construídas de muitos sobrados possuíam fachadas primorosas. A maioria abrigava poderosas casas comerciais que abasteciam o interior do estado com ferro, louças, produtos alimentícios, farmacêuticos e tipográficos, produtos de luxo, da moda e tantos outros. O comércio era tão intenso que várias dessas casas, não só negociavam com outros estados do país, como também importavam e exportavam suas mercadorias.

A cidade tinha como prefeito o senhor Brasil Pinheiro Machado. A vida sócio-econômica princesina progredia visivelmente, mas os ânimos políticos andavam muito agitados e, por isso, foi nomeado para prefeito da cidade o comandante da Polícia Militar do estado, o coronel Pedro Sherer Sobrinho, que assumiu a administração pública.

Nesse quadro, o Colégio Sagrada Família veio chegando, boas escolas já se dedicavam ao ato de educar a juventude princesina. Entre os estabelecimentos que merecem destaque, estavam as escolas particulares, além das escolas públicas que, também, eram o grande orgulho dos ponta-grossenses, cumprindo o seu papel com de modo nunca esgotado.

Nos idos de 1933, a vida espiritual do povo princesino também caminhava bem orientada. O povo crescia entre as orientações coerentes e fervorosas de Dom Antonio Mazzarotto que, no seu tempo, foi o maior orador sacro do Paraná, pela profundidade de sua doutrina e suave eloqüência de sua palavra. Dom Antonio conduzia esse enorme e disperso rebanho com pulso firme e serenidade de espírito. Além da Catedral de Sant’ Ana, havia, ainda, as Igrejas do Rosário, da Imaculada Conceição e de São João (na Praça Barão de Guaraúna). Outros dois templos cristãos, também, influíram decisivamente na vida religiosa ponta-grossense daquele tempo: um Presbiteriano, na rua Júlia Wanderley e outro Luterano, na rua Francisco Búrzio.

Dom Antonio contava também com a colaboração de vários sacerdotes, dentre os quais o zeloso Padre Bonk que, juntamente com Dom Antonio, solicitou que as irmãs da Sagrada Família viessem a Ponta Grossa.

E, assim, Irmã Melânia, Joanina e Boeslava, enfrentando inúmeras dificuldades, mas com muita fé, entusiasmo e vontade de vencer, deram início à nova Instituição Educacional, dedicando-se à educação das famílias polonesas que aqui habitavam. Davam especial atenção às crianças, jovens e adolescentes. Inicialmente dedicaram-se a um grupo de alunos, filhos de imigrantes poloneses e, aos poucos, abriram suas portas para todos aqueles que nela quisessem buscar o saber e uma educação fundamentada nos valores do Evangelho.

Portanto, o Sagrada mantém a fidelidade em sua missão, que é formar cidadãos agentes, conscientes e críticos, transformadores e ousados, capazes de corresponder às exigências da vida moderna e revitalizar o espírito de família e a vivência dos valores humano-cristãos.

Com isso temos por objetivos proporcionar aos educandos e educadores uma formação ética, social e transcendental, e lhes abrir o caminho da comunicação com as pessoas e com Deus, em crescente linha de profundidade; promover a formação integral, abrangente e harmônica da criança e do adolescente; utilizar o conhecimento científico como instrumento de desenvolvimento global da pessoa humana formando seres humanos apaixonados pela ciência e cientistas apaixonados pelo ser humano; despertar a comunidade educativa para a dimensão social e para o exercício compromissado e responsável da cidadania, bem como para a produção de bens que estejam à disposição de todos os cidadãos.

E, por fim, favorecer o desenvolvimento da criança de uma forma harmônica nos aspectos biopsicossociais, assegurando os direitos da criança, preservando suas características etárias e atendendo suas necessidades básicas; possibilitar atitudes que sejam a expressão de uma vivência dos valores universais e da prática dos princípios de vida democrática e cristã.

Do Sagrada Família, muitas gerações levam em suas vidas as mais ricas e emocionantes recordações dos bons tempos aqui vividos. Muitas são as sementes que cresceram até frutificar, gerações que por aqui passam, colaboram na construção de uma nação com os olhos na esperança e o horizonte na palma da mão; isso, com muita ousadia por ser Sagrada Família.